terça-feira, Março 20, 2007

Perímetro abdominal: «As portuguesas são, actualmente, as mais obesas da Europa»

«Os portugueses não estão nada bem no que respeita aos valores de risco no PA sobretudo as mulheres, sendo que mais de 70% das portuguesas têm um perímetro abdominal superior a 80 cm (risco elevado) e mais de 52% têm mais de 88 cm (risco muito elevado)», alerta o epidemiologista.

No W-risk foram, também, apuradas algumas correlações entre os valores do PA e outras doenças, como a diabetes, a hipertensão arterial, o enfarte do miocárdio, o colesterol e os acidentes vasculares cerebrais (AVC).

«Com esta amostra, verificámos que quase 10% da população portuguesa sofre de diabetes. É um valor muito elevado, que ultrapassa o valor base (3% ou 4%), o que significa que a epidemia da diabetes já se instalou em Portugal», revela Massano Cardoso.

A principal conclusão deste estudo não é, portanto, nada animadora: «existe, no nosso País, um problema de obesidade abdominal demasiado prevalecente».

E a que se deve tal facto?

«Aos hábitos alimentares e comportamentais. O trabalho é, hoje em dia, mais sedentário e as melhorias económicas, verificadas nos últimos 25 anos, foram um factor determinante para a mudança de hábitos alimentares», conclui o especialista.

Perímetro abdominal

quinta-feira, Março 15, 2007


Crianças obesas dormem pouco e vêem muita TV



"As crianças obesas portuguesas dormem pouco, vêem muita televisão e são filhas de pais com iguais problemas de peso. O retrato é traçado pelo estudo realizado por uma equipa de investigadores coordenada por Cristina Padez, da Universidade de Coimbra, e Pedro Moreira, da Universidade do Porto, segundo o qual 31,3% das crianças são obesas ou têm excesso de peso .

Mais de 4500 crianças, entre os sete e os nove anos, foram estudadas e os resultados apontam ainda para o facto de a obesidade - cujo dia de luta se assinala hoje - atacar mais os filhos únicos. E os factores de risco começam bem cedo: alto peso à nascença está também associado a esta "epidemia do século XXI". Mas há boas notícias: entre três a seis meses de amamentação e pais mais educados são factores que parecem proteger as crianças desta doença."
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terça-feira, Março 13, 2007


Obesidade infantil: dieta mediterrânica preterida

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A chamada dieta mediterrânica e os seus benefícios estão a cair em desuso, lembra esta investigadora do Laboratório de Exercício e Saúde da Faculdade de Motricidade Humana:

«Essa dieta, bem mais saudável, pela utilização do pão, do azeite, do peixe, da fruta e dos legumes está a ser substituída por outros alimentos prejudiciais.»

As pizzas, os hambúrgueres, as salsichas, a comida já previamente confeccionada que se coloca no microondas e os refrigerantes gaseificados são exemplos flagrantes.

«Não são totalmente proibidos, mas é preferível que sejam excepções do que uma regra diária», explica esta investigadora.

Há outra falha grave, que é a ausência de um bom pequeno-almoço, completo e diversificado.

O papel dos pais na obesidade infantil assume duas vertentes essenciais. Em primeiro lugar, emerge a questão inevitável da hereditariedade. A verdade é que, «em pais obesos há aproximadamente 50% de possibilidades de os filhos virem a sofrer do mesmo problema».

O exemplo que os progenitores dão em casa influencia de igual modo o comportamento das crianças, seja através da alimentação, seja através de hábitos – ou não – de actividade física.
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terça-feira, Março 06, 2007

Estudo revela que obesidade pode acelerar puberdade

A obesidade infantil nas meninas pode acelerar a chegada da puberdade com uma série de problemas derivados, segundo um estudo norte-americano divulgado hoje pelo jornal The Guardian.

As meninas que sofrem de excesso de peso aos quatro anos têm muito mais probabilidade de entrar na primeira fase da adolescência antes de completar os dez anos, afirma o estudo, publicado na revista Pediatrics.

A professora de endocrinologia pediátrica na Universidade de Michigan Joyce Lee e seus colegas estudaram 400 meninas dos três aos 14 anos. Aproximadamente 30% das meninas já eram obesas com nove anos.

Segundo os autores do estudo, a antecipação da puberdade está associada a um aumento dos problemas psicológicos e sociais, com o consumo de álcool e de tabaco ou com o início precoce das relações sexuais.

De acordo com o diretor-adjunto do Centro de Pesquisas de Saúde Infantil da Universidade de Exeter (Inglaterra), Craig Williams, outros estudos indicam que não só a obesidade mas também a falta de exercício antecipam a chegada da puberdade.

Obesidade acelera puberdade

quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Obesidade infantil: cantinas das escolas devem ter maior controlo

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Um dos locais privilegiados de intervenção é exactamente a escola, que pode dar um contributo significativo. Para esta fisiologista do controlo de peso «é preciso regulamentar e implementar legislação sobre o funcionamento das cantinas escolares. Algumas já começam a adoptar práticas mais saudáveis de fornecimento alimentar aos alunos».
A verdade é que continuam a existir, na maior parte dos casos, «tentações» nos bares, nas máquinas de venda automática e pouca imaginação na oferta alimentar das cantinas e bufetes. O café no outro lado da rua é, muitas vezes, a opção mais lógica. Mas nem sempre a mais correcta do ponto de vista da saúde.

«Nem tudo deve entrar nas escolas e os fornecedores de alimentação devem ser alvo de um controlo mais eficaz. Durante o horário de almoço, o bufete pode fechar, ou não vender alimentos hipercalóricos, o que facilitaria a realização do almoço na cantina, apesar dos alunos geralmente considerarem a comida menos atractiva», refere Sandra Martins.

Todavia, na rua em frente continua a estar o café, onde há sempre um cachorro ou um hambúrguer.

«Comer um pacote médio de batatas fritas e um hambúrguer é, em termos calóricos, o mesmo ou mais do que uma refeição completa, com sopa, prato principal e fruta como sobremesa», comenta a investigadora.
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Cuidados a ter com os aditivos

A bióloga Fátima Rocha alertou para os cuidados a ter com aditivos alimentares, entre os quais destacou os corantes existentes em muitos doces, e desmistificou ideias erradas que temos sobre outros, nomeadamente os designados pela letra “E”, (...) chamou a atenção para os aditivos que se encontram nos enchidos (chouriços, salsichas, etc.) que embora tenham a vantagem de os conservar, fazem mal à saúde se abusarmos deste tipo de alimentos. Outro dos alertas que deixou foi para um adoçante existente em bebidas “light” e que é muito usado no café. (...) quem usa este tipo de adoçante no café deve fazê-lo com moderação, tendo o cuidado de não o consumir também em bebidas “light”. Alimentos demasiado coloridos indiciam o uso excessivo de corantes e devem ser evitados. Já o mesmo não se passa com os alimentos em cuja composição aparecem elementos designados pela letra “E” e que, ao contrário do que se pensou durante muitos anos, não fazem mal, são aprovados pela U.E. e são necessários à saúde. Consumir fruta fresca e local evita o perigo de aditivos usados para conservar fruta.

Jornal da Madeira: Região

Director: Henrique Correia – Edição On-line – Quinta-Feira, 8 de Fevereiro de 2007





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terça-feira, Fevereiro 06, 2007


RECOMENDAÇÕES PRÁTICAS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


  1. Faça um alimentação o mais variada possível!

  2. Tome sempre o pequeno-almoço!

  3. Inicie o seu dia com leite ou seus derivados, pão escuro ou cereais integrais e fruta fresca!

  4. Evite estar mais de 3 horas e meia sem comer.

  5. Reduza o seu consumo total de gordura, em especial da gordura saturada (existente principalmente em produtos de origem animal). Diminua a quantidade de gordura usada para cozinhar e temperar, e o consumo de alimentos com elevado teor de gordura.

  6. Não utilize gorduras que foram sobreaquecidas ou óleos queimados.Durante o processamento culinário a altas temperaturas (ex. fritura), ocorre a degradação da gordura e a formação de compostos cancerígenos, evite cozinhar mais do que 2 vezes com a mesma gordura.

  7. Privilegie sempre o consumo do azeite em relação às outras gorduras, tanto para cozinhar, como para temperar os pratos.

  8. Aumente o seu consumo de hortaliças, frutas e legumes!Inicie sempre o almoço e o jantar com uma sopa rica em hortaliças e legumes. Faça destes alimentos um acompanhamento assíduo do seu prato. Como sobremesa prefira a fruta. Nos intervalos entre as refeições, “engane” a fome comendo uma peça de fruta e outro alimento (ex.: pão ou um iogurte...).

  9. Evite ingerir açúcar e produtos açucarados e não adicione açúcar ao leite, chá ou café
    Consuma de preferência peixe e carnes magras (ex.: aves ou coelho).

  10. O peixe e as carnes brancas fornecem a mesma quantidade de proteína que as carnes vermelhas (ex.: carne de vaca ou de outros mamíferos), com a vantagem de terem menor quantidade de gordura.

  11. Diminua o consumo de sal!Reduza a quantidade que usa para a confecção dos alimentos, opte por ervas aromáticas e especiarias. Não adicione sal fino aos pratos já confeccionados e evite o consumo de alimentos muito salgados.

  12. Evite os fritos e prefira métodos de culinária simples, saudáveis e saborosos, tais como: estufados, cozidos e grelhados! Nos alimentos grelhados não consuma as partes queimadas.

  13. Beba água simples em abundância ao longo do dia! Chá e infusões sem adição de açúcar são uma maneira saudável e saborosa de consumir água! Evite os refrigerantes e bebidas artificiais de sumo de frutos, pois estas bebidas são ricas em açúcar.

  14. Se consumir bebidas alcoólicas, faça-o com moderação! Mulheres grávidas, crianças e jovens até aos 17 anos não devem consumir nenhuma porção de álcool!

Texto adaptado de: Vanessa Candeias - Nutricionista da Divisão de Promoção e Educação para a Saúde da Direcção Geral da Saúde



Ver o documento na integra em: http://www.apn.org.pt/apn/index.php?option=news&task=viewarticle&sid=641

quinta-feira, Janeiro 25, 2007

Cientistas estudam nova pastilha elástica contra obesidade

"A obesidade poderá ser tratada no futuro com uma simples pastilha elástica elaborada a partir de uma hormona intestinal que reproduz a sensação de saciedade no corpo humano, anunciaram hoje cientistas britânicos.

Os especialistas, liderados por Steve Bloom, professor no Imperial College de Londres, estão a desenvolver um fármaco com a referida hormona que, em cerca de cinco anos, poderá estar disponível como tratamento à base de injecções, explicaram.
No entanto, o seu objectivo é elaborar um tipo de medicamento que possa ser absorvido pela boca para poderem introduzi-lo numa pastilha elástica, indicaram.
Outra opção para administrar o tratamento seria através de um inalador nasal.
As primeiras experiências efectuadas pelos investigadores indicaram que doses moderadas da hormona, conhecida como polipéptido pancreático, podem reduzir entre 15 e 20% a quantidade de comida ingerida por voluntários saudáveis.
Os ratos a que o composto foi administrado perderam cerca de 15% do seu peso só numa semana.
Em Inglaterra, cerca de 30.000 pessoas morrem anualmente por causa da obesidade, sobretudo relacionada com diabetes e doenças coronárias.
Actualmente, os medicamentos disponíveis têm graves efeitos secundários e devem ser administrados com muito cuidado.
«Um tratamento à base de um supressor natural do apetite, simulando a sensação de saciedade do corpo, tem o potencial de ser seguro e eficaz. Acreditam os que o polipéptido pancreático pode ser a resposta», declarou Bloom.
O corpo produz essa hormona no final de cada refeição, para garantir que a ingestão de alimentos não se descontrola, mas há pessoas que produzem menos quantidade que outras e, de qualquer forma, a produção é reduzida quando existe excesso de peso. "

Adaptado de:
Diário Digital / Lusa
15-01-2007 9:48:00